Roteiro de 3 dias em Edimburgo

Coléquié, galelramm! Tudo bão? Vortei!

Então. Aproveitando que minha sogra querida está aqui em casa por alguns dias e que meu aniversário foi um dia desses aí pra trás, eu, ela e Daniel resolvemos dar um pulinho em Edimburgo, pra mostrar a cidade pra ela – e conhecer mais coisas.

A outra vez que fomos a Edimburgo (alô, Jess e Dani <3) foi em pleno ano novo, então tínhamos bastante coisa pra ver, era a primeira vez de todo mundo lá e ainda tinha os eventos de ano novo da cidade. Dessa vez já fomos mais focados em relação aos passeios e aos locais para comer. Um adendo importante: fomos e voltamos de carro, daqui de Sheffield. Então foram 3 dias lá e 2 pra ida e volta. Ok? Ok.

Dia 01 – Parlamento e Holyroodhouse Palace

Ficando perto da Old Town ou mais afastadinho, é bem simples de achar esses dois lugares. Isso se dá pelo fato de que um fica de frente para o outro, em um dos extremos da Royal Mile, talvez a rua mais famosa de Edimburgo. O parlamento fica aberto de segunda à sábado e é livre para visitações. Você pode dar a sorte – como nós – de estar na cidade no mesmo dia em que a Primeira Ministra vai estar lá. Aí você pode assistir à sessão e ver o pau quebrar lá dentro. Haha!

Depois de ver a sessão no parlamento você pode comer em um pub nos arredores, talvez expermentar um Haggis e seguir para o Holyroodhouse. Esse lugar é muito lindo e cheio de história. Mesmo. Ele é a residência oficial da Rainha quando ela está em terras escocesas e você consegue visitá-lo praticamente durante todos os dias do ano. Isso é porque ele fecha somente em alguns feriados, como o de Natal, por exemplo. É uma visita muito, muito bacana, que me fez ficar mais obcecada pela Mary, Queen of Scots e pela história da realeza em geral. Ah! E tem um audioguide em português brasileiro.

No fim da noite, você pode ir pra um Pub na Old Town ou dar uma andadinha pelos parques que tem na Princess Street. S U C E S S O.

ruína marota de uma abadia do Holyroodhouse

Dia 02 – Castelo de Edimburgo

Talvez essa seja a principal visita que você vá fazer me Edimburgo. Achei que tudo na cidade gira meio que em torno do Castelo, sabe? Ou nós fizemos com que isso acontecesse, mas enfim. Haha! A visita ao castelo é mais longuinha e é bem importante que esteja ou começando ou terminando seu tour às 13h. Bem, você pode também começar o tour, sair um pouquinho e depois voltar. Sem problemas. O que acontece é que todos os dias – menos aos domingo e no natal, eu acho -, eles dão um tiro de canhão (festim) nesse horário. Todos os turistas se juntam para ver isso acontecer e é uma tradição mantida há séculos.

Dentro do castelo, de novo, se vê muito sobre a história de minha querida Queen Mary of Scots; de Jame I, seu filho; da história da Escócia mesmo, como uma monarquia. Lá tem uma área com uma amostra de como eram algumas prisões de antigamente e também alguns museus militares. O castelo está aberto a visitações durante todo o ano, com horários de visita variando no verão e no inverno. A entrada custa 17 libras para adultos.

Com uma visita relativamente longa, depois de visitar o castelo, vale a pena deixar o restante do dia para andar pela Royal Mile ou visitar o Whisky Experience – que fica pertinho, pertinho do Castelo. E pra fazer uma tradição, terminar a noite num pub é uma ótima pedida! Haha!

entrada do castelo

Dia 03 – Calton Hill e Jardim Botânico

No terceiro dia em terras escocesas, depois de já ter passado pela parte da realezaamm, você pode deixar para mesclar o passeio entre um local óbvio e um nem tanto.

O local meio óbvio é o Calton Hill. Ele fica no finzinho da Princess Street e é basicamente uma colina que concentra alguns monumentos do país, dentre eles o Monumento Nacional da Escócia, o Monumento de Dulgad Stewart, e o Monumento de Nelson. Esse último também tem um evento às 13 horas: até uma da tarde, fica um globo em seu topo e, quando dá essa uma hora, o globo desce e não aparece mais. Isso acabou sendo substituído pelo tiro de canhão porque os marinheiros não conseguiam ver o globo em dias de neblina forte.

O outro local é o Jardim Botânico da cidade. Gente, o lugar é maravilhoso! <3 Tem muitos flores e árvores diferentes, inclusive de outros países. É muito, muito bonito e dá pra caçar vários pokémons! Dá pra ir andando do Calton Hill até o jardim botânico, mas dá uns 40 minutos. Tem a opção de pegar o ônibus 8 também, na Leith Street e descer na Inverleith Row.

monumento de Nelson

Acho que para quem está fazendo uma eurotrip e vai passar rapidinho pela Escócia, esse é um roteiro em que dá pra você ver os pontos principais da cidade na Old Town e algumas coisas que saem do circuito tradicional, na parte nova da cidade. Espero ter podido ajudar um pouco a quem quer passar um tempinho aqui no Reino Unido! <3

É isso, gentem. Beijos!

 

Como tirar um visto de esposa/marido para a Inglaterra

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Oioioioioioioi, galera de cowboy! Tudo legal por aí? Espero que sim!

ENTÃO. Senta que lá vem mega texto, porque hoje estou aqui para explicar como tirei o visto para vir morar na Inglaterra. Recapitulando um pouquinho, no fim de 2015 o Daniel foi convidado a vir para a Inglaterra, contratado pela mesma empresa que ele trabalhou na Índia. Em fevereiro do ano passado eu vim como turista e, entre maio e agosto, fiquei no Brasil por conta do visto. Mas NOOOSSAAA! Demora isso tudo mesmo? Não, caso você não erre, como eu. Então o post de hoje é dedicado a você, que vai aprender com os meus erros! Own!

É aqui que você aprender com meu pior erro:

Antes de ir para o Brasil em maio, eu e Daniel compramos minha passagem na TAP, pelo preço de 638 libras, ida e volta. Então migos, por favor, por motivos óbvios, NÃO FAÇAM ISSO NUNCA PLMRDDS.

Acontece que é claro que as coisas podem dar errado e aí você vai ter que gastar mais uma graninha boa pra remarcar a passagem que não era remarcável desde o início (gastei R$1021 a mais pra remarcar). Então, caso você venha do país que você vai tirar o visto, compre o tipo de passagem remarcável que aí você não paga a multa.

Compramos a passagem para descer em Brasília, já que meu irmão mora lá. Ia ser tudo ótimo não fosse pelo fato de que a data mais próxima de BSB já seria perto do dia de eu voltar. Então tive que comprar uma passagem de ônibus para o Rio de Janeiro (as passagens de avião estavam próximas de mil reais e a de ônibus era cerca de R$200 ida e volta), que era o local com a data mais próxima.

O tipo errado de visto pra Inglaterra

Aqui aconteceu outro erro no meu processo. O que rolou: Quando preenchemos o formulário de requisição ainda aqui na Inglaterra, levamos em consideração que o Daniel era residente dessas terras de cá, já que ele tem uma carteira de permissão de residência, que funciona como uma identidade daqui. A verdade é que ele só tem essa permissão. Ele não é residente, mas, sim, um estrangeiro que trabalha por aqui mesmo. O que dói o coração é que o tipo de visto para residente é o mais caro de todos e é o que leva mais tempo para análise. Ou sejam, perdi grana me inscrevendo pro visto errado, perdi tempo porque esse tipo leva mais que o dobro de avaliação e perdi mais grana, porque eu tive que remarcar minha passagem. Isso sem contar a frustração que é ter um visto negado. Entreguei os documentos no dia 17 de maio e os recebi de volta no dia 04 de julho. Realmente negado.

A boa notícia era que ele havia sido negado por um erro, não por eu não ser uma pessoa qualificada. Recebi um documento dizendo o motivo da recusa (Daniel não ser residente) e a pessoa que analisou também disse que eu podia tentar novamente, indicando o tipo de visto correto para o meu caso. 🙂

Parece que o jogo virou, não é mesmo?

Depois de ficar em um luto de uns 3 dias, a única saída que eu tinha era, bem, tentar de novo. Eu não tinha outra escolha. Ou eu não queria outra coisa. Aí a maré boa veio. Apareceu um colega de trabalho do Daniel que teve que fazer exatamente o mesmo processo pra esposa dele e, então, ele passou todos os documentos que deveríamos apresentar. No site do governo britânico também tem uma lista, mas seguimos a do colega, porque, né? O visto da esposa dele foi aprovado. Então estava ótimo, porque já tínhamos o tipo de visto correto (dado pelo analista) e quais documentos deveríamos fornecer.

Lista de documentos

Agora, amiguinhos, para tirar o visto Tier 2 partner, você vai precisar de:

  • Passaporte atual;
  • foto de tamanho para passaporte (Rio e SP não precisa, porque tira na hora, já BSB ainda precisa);
  • formulário de inscrição impresso e assinado;
  • recibo de pagamento da inscrição;
  • extrato bancário com, no mínimo 630 libras, durante 90 dias – seu ou da pessoa que é sua patrocinadora;
  • número de IHS – você recebe por e-mail assim que paga;
  • recibo de pagamento do IHS;
  • 06 meses de contra-cheque do patrocinador;
  • cópia do COS (certificate of sponsorship);
  • carta/Contrato da empresa do seu patrocinador;
  • cópia desse contrato;
  • certidão de casamento/união estável;
  • tradução juramentada dessa certidão;
  • cópia dos dois acima;
  • algumas fotos do casal, comprovando o tempo re relacionamento;
  • cópia colorida da primeira página do passaporte do patrocinador – no caso, gente, patrocinador é o marido/esposa;
  • cópia colorida do visto do patrocinador;
  • cópia colorida da carteira de permissão de residência;
  • últimos 30 dias de contas de luz/água do local que você vão morar;
  • cópia do contrato de aluguel da casa que vocês vão morar;
  • cópia do registro na polícia do seu patrocinador;
  • carta de negação de visto anterior – no meu caso.

Repare que eu coloco cópia de vários documentos que vão originais. Isso é porque eles retém alguns para arquivo e, caso você não queira que eles fiquem com algo original seu, forneça a cópia.

Aprovação e viagem

Depois que eu levei os documentos novos, algo me dizia que ia dar certo, mas eu ainda estava sentindo um cagacinho, porque os nossos comprovantes com as 630 libras era uma conta poupança e estávamos com medo de não ser aceito. Então, galera, é aceito. 🙂

Outra coisa que eu sentia um pouco de cagaço era em relação à entrega. Quando você recebe o visto, você tem que chegar na Inglaterra, pegar sua carteira de residência e registrar na polícia em um prazo de até o último dia do mês seguinte. Então eu estava apreensiva porque o visto, se chegasse no último dia, chegaria um dia antes do meu embarque, que seria em Brasília, ou seja. Hahahahaha! Mas acabou chegando dois dias úteis antes e foi só alegria! <3

Não teve muita pergunta na imigração. Só viram meu visto, perguntaram se era a primeira vez que eu entrava com ele e plau! Entrei!

Talvez tenha ficado a pergunta: por que não fez tudo através de uma agência especializada? É uma opção, claro. Mas a resposta é bem simples. Em janeiro do ano passado tentamos um visto duas vezes para a Índia, através de uma agência, e não conseguimos. Foi MUITO frustrante, então preferimos voar solo dessa vez.

Pra encerrar, espero ter conseguido ajudar, já que não consegui achar muita informação sobre isso sem ser direto no site do governo britânico, que não esclarece muito as coisas. Haha! É isso, então!

O DIY de uma lareira pro Natal

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POST SOBRE UMA LAREIRA QUE FIZ NO FINAL DE 2014  – post e objeto – QUE AINDA NÃO PUBLIQUEI. Resolvi publicar esse ano! 🙂

Comecei a procurar, no começo de dezembro, coisinhas de natal no pinterest. Inspirações legais, bonitinhas, práticas e baratas para eu conseguir executar, já que eu e o Dani não temos aqueeeela árvore de natal, de fazer vista e encher de enfeite. Vi algumas coisas pequenininhas que queria fazer até que bati os olhos nessa foto aqui. De tudo o que eu tinha visto, parecia ser algo fácil de ser executado e que poderia fazer as vezes da árvore. Pra completar, a Maddu Magalhães postou um vídeo em seu canal ensinando a fazer uma lareira bem parecida, só que com uma base lindinha.

Então foi só comprar os materiais e colocar a mão na massa! Olha o pass-a-passo:

  • Eu fui a um supermercado aqui perto de casa e peguei umas 15 caixas de diferentes formatos e tamanhos;
  • 07 cartolinas brancas ou da cor que você quiser colocar como a massa entre os tijolinhos;
  • 04 folhar de colorset marrom ou vermelho ou a cor que você quiser que seus tijolinhos sejam;
  • muuuuuita cola branca (eu usei cerca de um tubo de 500g inteiro)
  • um pincel de esponja;
  • dois rolos de fita adesiva grossos;
  • tesoura e estilete;
  • uns 4 filmes no Netflix – haahahha.

Segui as medidas do vídeo da Maddu, só modifiquei o fundo, não manchei os tijolinhos com a tinta (que usei para fazer o fundo) e, em vez de usar velas (achei meio perigoso), eu peguei uma caixa sem fundo e coloquei luzes de natal.

Quanto ao tamanho das caixas, não se preocupe dos tamanhos diferentes, é só cortar as caixas com estilete, todas, medindo o tamanho que você quer (e não tem problema se a caixa ficar sem fundo, já que algumas partes da lareira ficam escondidas na parede e no chão, além de que a gente encapa tudo com a cartolina).

detalhe_cartao detalhe_flor detalhe_lareira detalhe_meia estrutura_lareira lareira_pronta luzinhas

O vídeo da Maddu é esse aqui, ó:

Cara, seu eu consegui fazer essa lareira, você tbm consegue. Sério mesmo. É só ter um pouco de paciência e ir adaptando pro que você achar melhor! 😉

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